A compulsão humana por certas coisas é interessante, especialmente no que diz respeito ao sujo e ao proibido. O que foi tabu no passado, hoje, é trivial, portanto, perde seu teor de prazer. Imagine, no passado o desnudamento das canelas de uma mulher era a epítome do erótico, capaz de causar ejaculações múltiplas em kinks transeuntes.
Chegará o lindo dia em que os cropófagos (comedores de merda) unir-se-ão e tomarão conta do Mundo, jogando por terra toda a dúvida e o temor acerca do ato de se comer um belo prato de bosta. Fezes de todos os tamanhos, formatos, texturas, odores e sabores irão banquetear os ardorosos degustadores que, na ânsia por saciar seus paladares apurados, freqüentarão as melhores merderiéres da cidade.
Tão natural quanto será fumar um (renegado ao status de) fedorento e enfadonho charuto e/ou cigarro.
Ah, os casamentos serão, então, gloriosos: o matrimônio sacramentado com pratos de excremento humano sendo esfregados nos rostos dos cônjuges, em um ato de demonstração recíproca amorosa. E, mais tarde, naquele mesmo dia, a lua de mel, na qual o noivo chegará ao orgasmo ao vislumbrar as canelas desnudas de sua esposa…
[cortesia de a.a.m.]