“Eu leio sua mão?”, veio a cigana, interrompendo meu passo.
“É mesmo?”, respondi, sem querer.
“Sim, 5 reais.”, [um amigo sempre me alertou que estas ciganas roubam carteiras. Por precaução dei uma batidinha na bunda. Estava lá...]
“Por quanto tempo?”, perguntei como quem pergunta pruma prostituta.
“O tempo pra ler sua mão.”
“E se ela for complicado?”
“5 reais, quer?”, falou a cigana, impaciente.
“Assim, lê a dela primeiro.” Apontei a cigana que a acompanhava. “Quero ver seu trabalho antes.”
“Mas isso custa cinco reais.”
“Tudo bem, pago a leitura da mão dela, se eu gostar, pago a minha.”
As duas se olharam, me expulsaram com um palavrão, o qual não pude entender, mas palavrão é universal, como diria meu irmão.
[cortesia f.n.]