Japoneses Preferem Bonecas

Entradas do Março 2008

M…erdra

Março 25, 2008 · Comments Off

deu merda

 A fim de atingir maiores níveis de qualidade e produtividade de nossos funcionários, está lançada uma nova política de Recursos Humanos.

A partir de hoje, todos os empregados terão a oportunidade única de participar de nossa META ESPECIAL de RENDIMENTO e DESEMPENHO ADICIONAL (M.E.R.D.A.). Desta forma, daremos a nosso pessoal mais MERDA do que qualquer outra empresa do mercado.

Se você não receber sua porção de MERDA no trabalho, fale com seu gerente. Você será colocado imediatamente no topo da lista. Nossos gerentes de MERDA se empenharão para que você obtenha toda MERDA que puder suportar.

Os funcionários que não entrarem em contato com a MERDA serão colocados na Base de Orientação Ativa (BOA MERDA) e aqueles que, mesmo assim, não conseguirem manusear esta BOA MERDA, serão convidados para COMER MERDA (Comissão Organizacional de Melhoria e Envolvimento Real). Como nossos gerentes tiveram um treinamento de MERDA antes de ser promovidos, eles não têm mais necessidade de fazer MERDA e podem fornecer-lhe toda a MERDA que você desejar.

Evidentemente, pode chegar o momento em que você fique cheio de MERDA. Talvez se interesse, então, em treinar outros funcionários. Isto é ótimo! Inscreva-se em nosso programa de Qualidade Única de Especialização (QUE MERDA). Os selecionados para esse estágio, QUE MERDA, realizarão, sem dúvida, vários trabalhos de MERDA e poderão candidatar-se ao cargo de Diretor Especial de Unidade (DEU MERDA).

Habilite-se. Ajude-nos a fazer desta companhia uma empresa de MERDA. Se tiver dúvidas, não hesite em procurar a nossa Equipe de Suporte e Treinamento Administrativo (ESTA MERDA).

Atenciosamente,

Gerência de Realização, Ampliação, Normatização e Desenvolvimento Estratégico da Meta Especial de Rendimento e Desempenho Adicional (GRANDE MERDA).

[cortesia de a.a.m.]

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Excesso de tecido adiposo desenvolvido

Março 18, 2008 · Comments Off

um dia você chega lá?

Quando os ambientalistas e cientistas chegaram a um acordo, foi o momento em que o deputado declarou que os restaurantes não poderiam mais lançar no ar o “seu cheiro espesso de gordura.” No dia seguinte, ele sorriu pros colegas e olhou pro futuro, conseguira a adesão da maioria e foi instaurada a lei.

Alguns gordos foram presos na mesma tarde. O policial esclareceu na entrevista [que virou febre no youtube] que os tinha prendido, pois, de acordo com a nova lei, eles estavam poluindo o ar: “Suando, pô, suando!”, falou ao repórter, “… eu senti o cheiro da gordura e autuei na hora.”

Nosso policial entendera errada a nova medida do governo, é claro; mas um homem comum, como ele, também é acometido, sem querer, por pequenas descobertas, das quais pode não ter consciência; em contrapartida, foi o eureca para o nosso deputado, que aproveitou a deixa e conseguiu criar, naquela noite, uma nova lei, a qual não demorou pra ser aprovada no plenário: os gordos estavam proibidos de correr.

A medida, falou o deputado, não era excludente, os gordos poderiam caminhar, mas devagar. Para tanto, a polícia rodoviária incrementou-se e adotou o limite de velocidade pra pessoas acima do peso. Em menos de um mês, a cidade sabia quem era e quem não era gordo, através de um cálculo simples de altura e massa. Paralelo a isso, um aparato foi então organizado em prol da nova medida: auto-escola para caminhar: carteiras de trânsito para gordos: pontos na carteira, etc..

A seventeen ajeitou-se para foto. O fotógrafo aconselhou-a que tomasse cuidado com a depilação das axilas. Pediu que se curvasse um pouco e disparou dois tirou. Acendeu o cigarro e vendeu o corpo para um grupo pró-gordo, o qual estudava maneiras de ressuscitar e teletranspotar almas.

[cortesia f.n.]

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Hoje

Março 13, 2008 · Comments Off

inner world

“A lógica dos lógicos não me interessa, o seu ontem e o seu hoje só me causam náuseas, seu relógio de cuco (mesmo de bolso) não me desperta qualquer curiosidade: também tenho o meu cuco entre as pernas e nem por isso ando a consultá-lo como a uma pitonisa. Não sou o que sou neste instante, mas um só desde que nasci: múltiplo, múltiplo, múltiplo. Cada fio do meu cabelo é uma verdade diferente, e todos me pertencem: respiro por todos os poros, cada um por sua vez, e só assim não morro de asfixia. O que pode pensar um lógico através dos seus poros é que eu não sei”.

Minha teoria está provada.
Demonstrei que não há diferença entre mim e outro qualquer!
Só é preciso um dia ruim para produzir o mais são dos homens a um lunático.
Essa é a distância entre o mundo e eu… apenas um dia ruim.

Você teve um dia ruim uma vez, não é?
Eu sei como é. A gente tem um dia ruim e tudo muda.
Seu dia ruim o deixou tão louco quanto qualquer um.
Só que você não admite.
Prefere continuar fingindo que a vida faz sentido… que vale a pena todo esse esforço!
Você me dá vontade de vomitar!
Queria saber qual é a sua… o que fez você ficar desse jeito?
Namorada estuprada por viciado, talvez?
Irmão esquartejado por assaltantes?
Aposto que foi alguma coisa assim… do gênero.
Foi assim que aconteceu comigo, sabe…
bem, eu não tenho certeza absoluta… algumas vezes me lembro de um jeito.
Outras vezes de outro…
Se eu vou ter um passado, prefiro que seja de múltipla escolha! Ha ha ha!
Mas meu ponto é…
meu ponto é… eu fiquei louco.
Quando vi que piada de mau gosto era este mundo, preferi ficar louco.
Eu admito!

[cortesia de a.a.m.]

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Uma fábula em John Cage

Março 9, 2008 · Comments Off

joão queijo

Ontem achei que estava tocando na rádio; fiquei 4 min e 33 segundos ouvindo - não pude, todavia, deixar de pensar, durante todo o tempo, o quão arriscado foi a proposta daquela rádio.  

Mas foi um engano, o aparelho estava mesmo era fora da tomada. Não deixei por isso: liguei pra uma rádio am e eles tocaram a música, na íntegra. Contudo, acho que não era a mesma, pois tinha uns ruídos.

Pensando agora, ligarei amanhã reclamando.

[cortesia de f.n.]

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- Oooi… ele é seu? (sorriso)

Março 6, 2008 · Comments Off

tal pai, tal filho

Nos álbuns de família daqui de casa são poucas as fotografias em que meus irmãos ou eu ou ambos aparecemos no colo do nosso pai. Nos álbuns de mesma espécie existentes nas casas da minha avó e das minhas tias, a situação é semelhante: quase nunca se encontram fotografias em que o patriarca-mor (meu avô) ou qualquer um dos patriarcas menores (meus tios) aparecem posando ao lado da molecada da família. É sempre a mulherada que aparece com os pirralhos, na rua, na chuva e na fazenda, bem como na praia, na escola e nas festas de aniversário.

Fazendo uma retrospectiva, posso afirmar que, nos últimos anos, o número de pais que, muito prestativamente, levam seus filhotes à pediatra, ou àquela dentista gostosa, ou ao parque aos domingos pela tarde, aumentou vertiginosamente. Aqui mesmo, no lugar onde vivo, presencio as doces brincadeiras e as suaves conversas recheadas de sorrisinhos sacanas entre as clássicas mamis e os renovadores papis que acompanham seus pestinhas ao playground.

Dessa maneira, chego à conclusão de que os homens continuam muito mais espertos (eu não disse inteligentes, esperteza é equivalente à malandragem) que as conservadoras mulheres.

É só parar pra ver: dignas mamães carregam seus bebês no colo desafiando as leis da física, fazendo aquela força descomunal: porque qualquer bebê que se preze pesa bem uns dois sacos de 5kg de arroz. A essas alturas, seus vestidos já estão completamente amassados, babados, repletos de farelos e pequenas manchas de sorvete ou golfadas acres liberadas durantes os infantis arrotos. Há que se considerar toda essa situação durante o verão, principalmente. Pobres mulheres suadas: a maquiagem derretida escorre rosto abaixo, e elas continuam impassíveis, tomando conta de seus filhinhos, os cabelos desgrenhados, aquela fralda suja de ranho pendurada no ombro esquerdo e a bolsa térmica gigantesca, com 3 mamadeiras diferentes, no direito.

Já no caso dos papais… a tal bolsona nem parece tão grande segurada por suas enormes mãos peludas de dedos fortes. A camisa pólo permanece intacta, graças a uma estratégia masculina para segurar bebês que consiste em tocá-los o mínimo possível: mantendo seus lindos rostinhos voltados ao encantado público encantador de solteiras loucas por “segurar um pouquinho aquela coisinha fofa”… sem contar que a criança faz com que o cara pareça muito mais forte do que realmente é… além de mais sensível, responsável, companheiro, etc.

E tem outra coisa. Quem vai discordar de que homens acompanhados de crianças pequenas são as criaturas mais frágeis da face da Terra? Até mais que os malditos pentelhos que desfrutam do calor de seus másculos regaços.

Enfim, é basicamente isso mesmo, amigo. A maneira mais acertada, hoje em dia, de flechar corações de mulheres bonitas e simpáticas é levar seu bebê a passear. E o melhor: ele nem precisa ser seu, de verdade. Para isso criou-se o sistema de a-p-a-d-r-i-n-h-a-m-e-n-t-o. É simples: passa-se em uma casa-lar, repleta de pequenos infantes, apadrinha-se o mais bonitinho e leva-se o dito cujo à sorveteria no sábado pela tarde. É batata. Você consegue arrecadar, de início, ao menos uns 5 telefones diferentes. E, se facilitar, vai ter gente até querendo pagar a conta do pequeno…

E assim, é possível que no futuro os álbuns de família tenham mais fotografias de papais carinhosos que de mamães enlouquecidas. Ou até mesmo de homens grávidos – o que não seria uma má idéia.

[cortesia de a.a.m.]

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