“A lógica dos lógicos não me interessa, o seu ontem e o seu hoje só me causam náuseas, seu relógio de cuco (mesmo de bolso) não me desperta qualquer curiosidade: também tenho o meu cuco entre as pernas e nem por isso ando a consultá-lo como a uma pitonisa. Não sou o que sou neste instante, mas um só desde que nasci: múltiplo, múltiplo, múltiplo. Cada fio do meu cabelo é uma verdade diferente, e todos me pertencem: respiro por todos os poros, cada um por sua vez, e só assim não morro de asfixia. O que pode pensar um lógico através dos seus poros é que eu não sei”.
Minha teoria está provada.
Demonstrei que não há diferença entre mim e outro qualquer!
Só é preciso um dia ruim para produzir o mais são dos homens a um lunático.
Essa é a distância entre o mundo e eu… apenas um dia ruim.
Você teve um dia ruim uma vez, não é?
Eu sei como é. A gente tem um dia ruim e tudo muda.
Seu dia ruim o deixou tão louco quanto qualquer um.
Só que você não admite.
Prefere continuar fingindo que a vida faz sentido… que vale a pena todo esse esforço!
Você me dá vontade de vomitar!
Queria saber qual é a sua… o que fez você ficar desse jeito?
Namorada estuprada por viciado, talvez?
Irmão esquartejado por assaltantes?
Aposto que foi alguma coisa assim… do gênero.
Foi assim que aconteceu comigo, sabe…
bem, eu não tenho certeza absoluta… algumas vezes me lembro de um jeito.
Outras vezes de outro…
Se eu vou ter um passado, prefiro que seja de múltipla escolha! Ha ha ha!
Mas meu ponto é…
meu ponto é… eu fiquei louco.
Quando vi que piada de mau gosto era este mundo, preferi ficar louco.
Eu admito!
[cortesia de a.a.m.]