Japoneses Preferem Bonecas

Conflito

Abril 2, 2008 · Não Há Comentários

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Aldo ganhou o primeiro beijo da menina de quem gostou. Foi amado. Ela escreveu lindas cartas para ele. Aprimorou a escrita escrevendo para Aldo.

Aldo foi sempre capitão do time de futebol da escola. E o primeiro da classe. Nunca tirou notas abaixo de 9,5. Aprendeu a utilizar o ponto e vírgula com grande facilidade.

Desenhava muito bem. Quando os colegas lhe pediam para que desenhasse mulheres peladas, ou até mesmo retratos de suas colegas nuas, atendia o pedido. Era cordial com todas, e a grande maioria se apaixonou por ele. Todas disputavam seu beijo no “verdade ou conseqüência”.

Aos treze anos, no dia 14 de Abril, ganhou uma fortuna com a cartela: 9, 12, 54, 75, 34, 22, 27. Administrou corretamente o dinheiro. Formou-se aos 16 anos e decidiu viajar pelo mundo. Sempre apoiado pelos pais, ficou durante quatros anos fora do país. Aprendeu três línguas. Em Singapura perdeu a virgindade com uma turista do Canadá. Ela teve diversos orgasmos, dos quais se lembraria para o resto da vida.

Aos 24 anos planejou um conjunto de rock. Mudou a história da música. Ficou famoso. Quando decidiu parar, os fotógrafos deixaram-no em paz. O seu terceiro disco é apontando como o mais importante da história do século XX.

Casou-se aos 31 anos. Uma festa para poucos convidados. Todos amigos. Não houve quem não felicitasse aquela união. Uma belíssima esposa. A família de Aldo, que já era unida, ficou inseparável.

Decidiu mudar de vida, estudou Direito. Aluno brilhante, logo conseguiu bons empregos. Defendeu diversas causas em diferentes lugares do mundo, principalmente na África.

Sua mulher o amava, gozava em média 9 vezes por semana (orgasmos múltiplos). Quando Aldo saía em viagem, ela chorava. Ele chorava também. Tiveram dois filhos saudáveis. Aldo não morre.

[cortesia de f.n.]

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